Meu marido queria meu único vestido decente para me impedir de ir à sua festa formal.
O Hotel Royal Monarch era esplêndido à noite: um lugar onde o poder não só estava presente, como se exibia em toda a sua plenitude. Lustres de cristal iluminados ou mármore polido, e cada conversa era permeada por aquele delicado equilíbrio entre ambição e pretensão.
No centro de tudo estava Adrian.
Confiante. Famoso. Intocável, exceto em sua própria mente.
Ele carregou o sucesso como se lhe pertencesse por direito.
Eu não pertenço.
Mas ninguém na sala sabia de outra coisa.
Horas antes, eu estava em nosso quarto, encarando o fato de que só me restava uma roupa decente.
Queimada.
Não está rasgada. Não está escondida.
Queimada.