"Você é parente?", perguntou a recepcionista.
Eu deveria ter respondido não.
Mas as palavras surgiram por si mesmas.
—Eu sou o marido dela.
A mulher verificou a tela.
—Ele está listado aqui como ex-marido.
Dei mais um passo em direção a essa direção.
—Preciso do número do quarto.
Após alguns segundos de hesitação, ele respondeu:
—Quarto 347.
Caminhei pelo corredor quase sem sentir meus próprios passos.
Quando abri a porta, fiquei paralisado.
Hannah estava lá.
Pálida.
Fraco.
Conectado a várias máquinas.
Seu rosto mostrava o desgaste de meses de sofrimento.
Mas mesmo inconsciente, ela mantinha uma das mãos sobre a barriga, como se ainda estivesse protegendo nosso filho.
Senti algo se quebrar dentro de mim.
Pouco depois, o Dr. Lawson chegou.
“Sr. Callahan”, disse ele gravemente, “sua ex-esposa está sofrendo de desidratação severa, deficiências nutricionais significativas e diversas complicações resultantes da falta de assistência médica. O bebê está estável por enquanto, mas ela está em estado extremamente crítico.”
Cada palavra caía como uma pedra.
"Como ele chegou a esse estado?", perguntei.
O médico não respondeu imediatamente.
Em seguida, foi Ryan quem apareceu segurando uma sacola transparente.
Dentro da caixa havia um celular quebrado.
—Jack… você precisa ver isso.
A tela quebrada ainda exibia uma mensagem.
“Fique longe dele, Hannah. Nós te avisamos. E do bebê também.”
Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo.
Reconheci o remetente.
Ele era meu irmão.
E naquele exato momento, os alarmes nos monitores começaram a soar…