Durante uma viagem de negócios, voltei a dormir com minha ex-esposa. Ao amanhecer, uma mancha vermelha no lençol me deixou sem fôlego. Um mês depois, um telefonema de um hospital em Cancún me fez perceber que aquela noite não tinha sido um erro… mas o início de algo muito mais sombrio.

Ainda me custa explicar por que aceitei entrar naquele táxi com a Mariana naquela noite.

Eu não a via há quatro anos. Desde o divórcio. Desde que ambos entendíamos que o amor nem sempre termina abruptamente; às vezes, ele simplesmente se desgasta até se tornar irreconhecível.

Nos casamos jovens. Jovens demais, talvez. Ela sonhava em abrir uma galeria de arte em Guadalajara. Eu era obcecado em subir na carreira em um escritório de advocacia em Monterrey. No início, acreditávamos que o esforço era temporário, que um dia teríamos tempo para nós mesmos.

Esse dia nunca chegou.