E havia aqueles que faziam os trabalhos mais desagradáveis apenas por medo de dizer não.
Qualquer um que ousasse desafiá-la acabava pagando um preço muito alto.
Vanessa gostava de humilhar os outros na frente de toda a prisão e nunca perdia a oportunidade de lembrar a todos quem mandava ali.
Por isso, quase ninguém se atrevia a contradizê-lo.
Durante vários dias, a nova detenta passou completamente despercebida por ela.
Mas tudo mudou na hora do almoço. Alimentaçãoe bebida
O refeitório estava quase lotado. Os detentos ocupavam as longas mesas de metal enquanto conversavam em voz baixa.
O recém-chegado comeu sozinho, sentado num canto, com absoluta tranquilidade.
Foi então que Vanessa a notou.
Ele a observou por alguns segundos do outro lado da sala de jantar. Então, sorriu com arrogância e caminhou lentamente em direção à sua mesa.
As conversas começaram a diminuir.
Muitos já sabiam o que ia acontecer.
Alguns até pararam de comer.
Quando Vanessa escolheu uma nova vítima, ninguém esperava um final feliz.
Ao chegar à mesa, ele voltou seu olhar para a bandeja da garota. Cozinhae sala de jantar
—Ei… me dê sua comida.
A jovem ergueu o olhar com total serenidade.
—Este é o meu almoço. Se você estiver com fome, encontre o seu.
As detentas mais próximas dela trocaram olhares incrédulos.
Eles nunca tinham ouvido ninguém responder a Vanessa daquela maneira.
Mas o estranho permaneceu completamente calmo.
Vanessa estreitou os olhos.
—Ainda estou com fome. Me dê. Você sobreviverá um dia sem comida.
-Não.
A resposta foi firme e calma.
Destemido.
Como se a mulher mais perigosa de toda a prisão não estivesse bem na frente dela. Pessoase sociedade
Por alguns instantes, a sala de jantar ficou em absoluto silêncio.
Muitos entenderam que aquilo terminaria muito mal.
O rosto de Vanessa mudou completamente.
Ela estava acostumada a que todos obedecessem a uma única ordem.
Nunca havia recebido uma recusa tão direta.
No segundo seguinte, ele agarrou a bandeja de metal e a arrancou com um movimento rápido.
O arroz, a carne e os vegetais foram jogados fora e espalhados pelo chão.
Um murmúrio percorreu a sala de jantar.
Vanessa sorriu com desdém enquanto encarava a jovem.
—Você sequer sabe quem eu sou?
O recém-chegado não respondeu.
—Ajoelhe-se agora mesmo. Você vai pagar pela sua insolência.
Mas a menina nem se mexeu.
Ela permaneceu sentada, observando-a com uma calma desconcertante.
Essa atitude finalmente fez Vanessa explodir.
Sem dizer mais nada, ele agarrou-a pelo ombro com força e tentou puxá-la do banco.
Várias detentas desviaram o olhar, convencidas de que em questão de segundos a recém-chegada estaria no chão implorando por misericórdia.
O que Vanessa não sabia era que acabara de cometer o pior erro de todo o tempo em que esteve na prisão.
Porque aquela misteriosa mulher tatuada não era quem todos pensavam que ela fosse.
E em poucos segundos, toda a sala de jantar descobriria a verdadeira identidade do recém-chegado… 😱😮
Após ouvir essas palavras, Vanessa permaneceu imóvel por alguns segundos, sem conseguir acreditar no que acabara de ouvir.
Ninguém jamais ousara respondê-lo daquela maneira.
Ela sentiu a raiva começar a consumi-la por dentro.
Durante anos, ela manteve o controle da prisão semeando o medo entre as outras detentas.
Se ela permitisse que uma recém-chegada a desafiasse sem receber qualquer punição, antes do fim do dia toda a prisão estaria falando sobre isso.
E isso era algo que eu não ia permitir.
"Vou dizer mais uma vez... ajoelhe-se", disse ele entre dentes cerrados, com a voz embargada pela raiva.
A jovem permaneceu em silêncio.
Nem um único gesto.
Nem uma palavra.
De repente, Vanessa desferiu um soco violento direto no rosto dele.
Um grito abafado ecoou pela sala de jantar.